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quarta-feira, 13 de julho de 2011

Slow food!

Quem nunca comeu ou desejou comer um bom hambúrguer que atire a primeira pedra. É simplesmente impossível não salivar ao sentir aquele cheirinho de gordura na chapa! O simples som do tchiiiiiiiii é capaz de despertar os outros quatro sentidos! Apesar disso, não gosto muito de fast food. Na verdade, não gosto do fast. Como já relatei, adoro saborear a comida enquanto toco uma prosa morosa. O brasileiro, normalmente, é assim. Por incrível que pareça, ao perguntar para a maioria das pessoas o que a rede X ou Y vendem, a resposta é unânime: hambúrguer. ERRADO!!! Elas vendem refeição rápida. Em diversos países não há sequer mesas - por falar nisso, é sempre uma boa opção quando desbravamos mundos desconhecidos e sua gastronomia exótica. Mas aqui, onde tudo nem sempre acaba em pizza, o fast food virou passeio de domingo ou sinônimo de fim de noitada. É bacana, pois agrega. Não é raro nos depararmos com alguém só, comendo seu hambúrguer com velocidade - mas que é difícil, isso é. Para mim, comer um bom hambúrguer é uma oportunidade única de fazer amigos (gargalhadas). O processo lento e demorado começa quando vou ao açougue comprar a carne. Patinho é coisa de mãe que faz carne moída com purê de batata! Peço logo COSTELA - pra moer - e aí começo a me divertir e a fazer amizades. O atendente - pois não é açougueiro coisa nenhuma - olha com aquela cara de desdém e diz "Mocinha, a senhora está louca?!". ADORO! O homicídio qualificado da língua mãe! Os antônimos empregados na frase! O mocinha aqui não é um elogio. É um termo utilizado para designar aquelas que não entendem nada de cozinha. O senhora, por sua vez, soa como ofensa. E o louca, dispensa comentários. Eu, com o sarcasmo que me é peculiar olho para o elemento e simplesmente abro um sorriso enquanto ele continua divagando: "Costela se come assada na brasa! Onde já se viu?! Além do mais não pra moer porque tem osso! E aí o que vai querer?" A resposta é sempre a mesma: "Querido, (também não é elogio e muito menos pronome de bom tratamento), enquanto eu acarinho a sua orelha de jumento, vc pode desossar a costela e depois moer. Simples assim!". Primeira amizade feita!!! Na sequência, passo em uma boa padaria e compro pão roseta (um francês metido a besta com formato de broa). Vou para casa e, enfim, começo a preparar a slow food. Tempero a carne com uma pitadinha de sal e pimenta do reino moída. Disponho a mesma na prensa e recheio com gorgonzola. 
A quantidade aproximada de carne para cada hambúrguer é de 400g - bem prensados.

Aí vem a segunda fase de fazer amigos. Disponho meus utensílios - especialmente adquiridos para este fim (fogareiro industrial sob chapa de ferro fundido) - na varanda. Não há vizinho que resista. A salivação é geral! Fica lindeza. Para completar alface americana, tomate em rodelas, molhos diversos e muitos amigos - sem pressa!!!! Priscilla Sarah - aprendiz de cozinheira.

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