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sábado, 13 de agosto de 2016

O desabrochar de uma menina flor...

Os caminhos incertos da vida - nem sempre repletos de alegrias - impactam, de forma significativa, nossos corações e trazem consigo novas possibilidades. Novas portas e janelas se abrem. Destas últimas, temos a visão de novos horizontes e novas gentes. Muitas destas pessoas, apenas passarão. Porém, a parte que fica, torna a vida repleta de doces surpresas. 
Linda menina - pequenino botão que evolui a cada dia - você tornar-se-á, com certeza, a mais bela das flores. Sua meiguice contagia. E, em cumplicidade com seu sorriso maroto, invade fortalezas. Você chegou de mansinho e bem devagarinho conquistou o seu lugar. Com todo o seu carinho, inundou nossa existência. Siga seu caminho. Desabroche. Floresça. Contudo, sempre que possível, regresse com a certeza de que você construiu aqui um porto seguro repleto de amor e respeito. E, por mais longa que seja a espera, estaremos sempre de braços abertos e corações escancarados.


Priscilla Sarah - aprendiz de cozinheira.

domingo, 3 de julho de 2016

Aroma de infância

Faz tempo...
Há tempos nada tem se tornado público. 
Há tempos guardo, somente para mim, diversas experiências e sentimentos. Mas hoje, subitamente, um cheiro de infância invadiu minha alma.  Fui tomada por uma lembrança única que me fez perceber como sou feliz.  Aliás, como fui feliz a vida inteira. Sempre tive amor, carinho e afeto. 
Vivenciei prazeres inigualáveis. Fui amada de uma forma pura e incondicional.  Um destes amores vinha sempre carregado de cheiro de bolo, de massa de pão crescendo e 
de molho de tomate apurado, por horas, em fogo baixo. Cheiro de amor.  Aliás, o amor torna tudo muito mais leve.  Amor de vó, amor de mãe, amor de marido, amor de família e de amigos (a família que escolhemos). Hoje, iniciei a saga de pagamento de promessas gastronômicas a duas enormes amigas.  Irmãs de coração que demonstraram seu amor em plena turbulência. 
Porém, foi numa calma manhã de domingo, deitada na rede, 
observando os pássaros surrupiarem as doces jabuticabas do quintal,  ouvindo a lenha estalar no fogão que, brandamente, cozia ossobuco,  que senti mais uma vez aquele cheiro.
 
A princípio pensei ser a lembrança do molho de tomates.  Mas não.  Sua presença se fez presente através do aroma de suas doces mãos.  Pude sentir seu afago na manta que você fez para o filho que nunca tive.  Coberta por seu amor, tive meu coração aquecido e 
entreouvi em meio a diversos outros soídos a doce palavra: filhota. 
Com os olhos marejados, mostrei-me grata a você por todos os aromas de minha infância.
Priscilla Sarah - aprendiz de cozinheira.